Protesto

Hoje em dia é possível ficar doente só de conviver com as pessoas. pretobor

Antigamente, contam, as pessoas não eram – ou não pareciam – tão egoístas, más, sem senso de humor, sem sonhos, invejosas, cruéis.

Qualquer coisa que se diga hoje, precisa vir seguida de longas explicações, justificativas e uma certa dose de abnegação, para que você não se destrua com os comentários intolerantes e sem capacidade de relativizar, de olhar além.

Daí, bem aqui, já cabe uma justificativa. Não estou pregando o ódio, nem a liberdade de se sair por ai ofendendo as pessoas, praguejando ou dizendo asneiras.

Só que de repente as pessoas parecem ter perdido a capacidade de ler as entrelinhas, de compreender metáforas, de entender o que se sente e é dito de qualquer forma só para tirar o nó na garganta e assim,  o “que vontade de esmurrar fulano” se transforma em ato de violência, numa ordem de matança, num sentimento  de ódio generalizado.

E com isso vamos nos calando.

Vamos deixando de rir. De chorar, de se expressar. Porque tudo isso acaba se tornando demorado e complexo demais. É como ter que explicar a piada no final. Não tem graça.

Confesso que ao digitar essas linhas o mal estar toma conta de mim. Quantas explicações serão necessárias? Justificar o desabafo? Manter o silêncio?

Tudo isso nos adoece. Liberdade de expressão não é tolerância à violência de qualquer tipo, esteja claro. Não se pode confundir. Mas impor o silêncio também não contribui para o diálogo que deveria existir, óbvio, e nem significa acabar com os absurdos de nossas sociedade doente.

Não sei onde estamos, nem para onde caminhamos. Sei apenas que tenho medo deste caminho. E que nesta caminhada, me sinto doente, não tanto quanto esta sociedade, pois ainda consigo protestar dando risada de mim e das coisas. Todo dia, um pouquinho só.

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Lotação: esgotada!

Eu queria ter um gato de cada tipo: branco, verde, cinza, grande, pequeno, enfim… Pelo menos um de cada…Camera 360

Mas eu sei que isso não é possível…

Há doze anos meu sonho era ter um gato branco de olhos azuis. Eu já tinha tido gatos variados, vaquinhas, listradinhos, etc.

Então encontrei o Boris. Depois vieram a Pandora (branca de olho amarelo), o Jorge (cinza), o Isaac (siamês), o Yogi (amarelo), o Booboo (vaquinha), o José Emílio (listrado de cinza), o Joaquim (verde) e a Valentina (sialata). Eu só não tinha um gatinho preto… Até sexta-feira.

Sexta, dia 11/04/2014, minha casa foi invadida por uma tripinha preta, com cara de coitadinho. É um bebê minúsculo, magrelinho, e ultra fofo! Seu nome? Otávio Augusto.

Otávio chegou tímido, receoso e chorou a noite toda, talvez sentindo falta da antiga família, sua mamãe e irmãozinhos. E não foi recebido com muita simpatia pelos meus gatos mais velhos…

Já ao longo do sábado, ele foi perdendo o medo, foi se arriscando junto aos outros, foi demarcando seu espaço. E agora, nesse exato instante, está no banheiro brincando com o Joaquim.

O resultado final dessa brincadeira, é uma casa cheia de felinos, onde cada espaço precisa ser milimetricamente pensado. Novas prateleiras precisarão ser feitas para que eles tenham mais espaço para brincar. Novos esconderijos precisam surgir.

O meu coração ainda tem espaço para milhares de gatos. Mas minha casa, não… Infelizmente. Agora sim, dessa vez, foi preciso decretar lotação esgotada. E quem sabe um dia essa realidade possa mudar, e eu possa viver no meio de muitos e muitos gatos. Esses seres que esbanjam alegria e cuidado, amor e dedicação…

Quanto ao Otávio Augusto, bem, ele é lindo demais. Nem os outros gatos resistiram… E ele veio fechar a porta das adoções. Ao menos por enquanto.

Bem vindo, coisa linda!