Amor e ódio

Eu adoro o inverno! Sim adoro! E adoro chuva. E não adianta olhar com aquela cara de: “o que é que você está dizendo?”, porque vou continuar adorando essas duas coisas. Além de meus gatos e livros, claro.

Acontece que eu tenho um imã muito desregulado para coisas, digamos, ruins.

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Num dos invernos passados, sozinha em casa, meu chuveiro queimou, o outro banheiro sofreu com uma explosão hidráulica e precisei tomar banho com água aquecida no fogão! (https://cronicasdenana.wordpress.com/2010/09/04/um-dia-para-a-historia/)

Tempos atrás minha casa sofreu com um problema nada fácil de resolver na calha e toda chuva era uma tragédia. Entrava água por todos os lados!

Eu xingava, levava um lero muito sério com São Pedro, mas no fim acabava do mesmo jeito:  amando o inverno e a chuva.

Mas… Como o meu imã não deixa de funcionar, em 2013, apesar de todas as coisas que estão dando certo, o inverno chegou o meu imã deu sinal de vida!

O primeiro sinal de que alguma coisa estava começando mal, foi quando a chuva começou e não deu mais sinal de trégua. A questão da calha estava parcialmente resolvida, de modo que por enquanto não tenho sido importunada por água no chão… Mas minhas paredes precisarão ser repintadas! O Mofo se espalha por tudo! Horrível! As toalhas de banho não secam. Precisam ficar atrás da geladeira se eu quiser me secar com algo que seque….

O segundo sinal de desordem cósmica foi o chuveiro… Dia desses, super feliz da vida,  portando um cartão de crédito – o que é quase o mesmo que ter super poderes – comprei um poderosíssimo chuveiro, lindo, enorme, fodástico, como dizem por ai. Só que não! (Sempre imaginei quando usaria essa expressão que ficou famosa, sem eu saber como ou porquê)

Chego do trabalho, num lindo dia frio… E o meu chuveiro caro não funciona! Assim, do nada, resolveu morrer…

A parte final da tragédia de inverno – assim espero – diz respeito à saúde. Eu pego poucos resfriados e gripes, isso não me incomoda. Para tais dias, nada como um chazinho, uma cama quentinha e um bom livro. O que pega mesmo, que me deixa acabada é a fibromialgia! Essa danada com a qual convivo praticamente de boa o ano todo – aliás, como todo bom relacionamento duradouro – me ataca furiosamente nos invernos, a ponto de ás vezes me deixar prostrada de dor!

Lembro-me de ano passado não conseguir subir as escadas do meu trabalho. Ou de ficar travada na cama depois de ter lavado roupa numa sexta-feira a noite!

Dia desses estava aqui, cheia de ideias na cabeça, querendo avançar em meu artiguinho novo, mas meus dedos doíam tanto que precisei colocar luvas e me empacotar na cama, com três cobertas, depois de me medicar! E nem estava tão frio! Aliás, o inverno nem tinha começado ainda…

No fim, o inverno tem desses perrengues memoráveis. A gente sofre pra entrar no banho, sofre pra sair do banho, tem aquela preguiça de sair da cama… Mas espero ansiosa por ele todos os anos, do dia em que ele começa a se despedir até o dia em que chega, e eu começo a “sofrer” com alguma coisa que ele traz  em seu bolso.

É uma relação linda. Completa. De amor e ódio. Mas amar e odiar no inverno, também é muito mais gostoso!

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