Chega mais!

Bem vindo 2014. Entre sem bater, sente-se e fique a vontade para rir, para vibrar e comemorar.

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Fale de sonhos, de realizações. Fale de esperança, de mudanças.

Bem vindo, meu menino. Chegue mais perto e se acomode, há lugar para mais um.

Sinta-se em casa, ponha os pés no sofá e boceje se o assunto ficar muito monótono. A gente muda. A gente conta piada.

Não fique assim, com essa cara de vergonha. Entre e se solte, abra o sorriso, abrace com força, nem precisa ficar vermelho, aqui é tudo gente simples.

Queremos isso mesmo, tudo o que tiver, mas com simplicidade. Deixamos o que é difícil do lado de fora, lá no capacho.

Sacode a poeira, balança a cabeleira, e se junte a nós. Estamos nesta viagem há muito tempo, e esperávamos por você.

Sente o cheirinho no ar? É cheiro de coisa gostosa, de coisa feita com carinho, com dedicação. É assim que tudo é feito aqui.

Agora, ouça. Ouça nossos sonhos. Veja o brilho em nossos olhos e se deixe contagiar. Essa alegria, essa fome de vida, essa sede de querer bem, isso não vamos deixar passar.

Chega mais, 2014! E vamos fazer todos os dias uma festa. Uma festa para comemorar qualquer coisa. Só pelo simples prazer de estar junto.

Chega mais, e fique tranquilo. Teremos todo o tempo do mundo para pensar e repensar. Mas enquanto isso, aproveitemos para rir e dar as mãos.

 Aproveite tudo isso. É tudo para você. Para você e para todos nós.

Seja bem vindo, querido 2014.

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Feliz ano velho

2013 é um ano que vai me deixar saudades. Estranho eu falar isso, mas é verdade.

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Em 2013 eu venci muitas batalhas; batalhas que eu já considerava perdidas; batalhas contra mim mesma, contra meu derrotismo pré-estabelecido frente às mais diversas situações.

Foi em 2013 que superei o trauma da licenciatura e concluí o primeiro ano (lá no início de 2013 eu imaginava que isso era possível). Diante de todas as dificuldades, de toda a má vontade (principalmente a minha) eu terminei o ano como nunca havia feito, embora tivesse tentado outras vezes.

Em 2013 eu tentei abraçar o mundo: trabalhava, fazia aulas de mestrado como aluna não-regular em um dia da semana e ia pras aulas da licenciatura a noite. Foi uma corrida contra o tempo para tentar dar conta de tantos compromissos, de tantos textos, de tanto trabalho. E acabei negligenciando outras partes da minha vida, como meus amigos e minha família.

Em 2013 eu também superei o medo de não saber mais como ser uma acadêmica e apresentei um projeto para o mestrado, para poder, enfim, tornar-me uma aluna regular.

No ano que passou, eu encontrei pessoas maravilhosas, que me apoiaram, que fizeram surgir em mim o meu melhor, que despertaram o que de mais genuíno havia neste ser estranho que sou.

Essas pessoas, apesar de minha constante ausência física, de meus ataques de raiva, de minha rabugice sem fim, me auxiliaram na caminhada do mestrado. Uma caminhada com gostinho de Via Crucis para mim.

E essas mesmas pessoas vibraram quando o resultado saiu e meu nome estava na lista de aprovados. Obrigada, galera, por tudo!

Em 2013 também resgatei mais animais que pensei que faria… O ano começou com Joaquim Miguel, José Emílio e Nick. Nick conseguiu um lar. Sobraram os dois, que não tivemos coragem de deixar mais tempo na casinha improvida. Estão até hoje aqui e ficarão ad eternum. São meus bebês mais jovens e que, além de me enlouquecerem mais, me fizeram rejuvenescer. Também foi recebida neste lar a srta. Valentina Alexandra, uma gata de cara preta e olhos azuis. Feroz, não se entendeu com a Pandora, a “macho-alfa” da família e partiu para pancadaria com o Boris, o mais indefeso. No fim, todo mundo ficou bem: cada um no seu canto.

Depois dos felinos vieram Catarina, uma cachorrinha que não resistiu aos maus tratos anteriores, e Ted, o cãozinho ultra querido que foi adotado por uma família.

No trabalho… Ah, o trabalho me fez engordar bastante. Infelizmente sou daquelas que engordam com stress.  Mas foi um ano em que viajamos muito para buscar novos cursos e onde invejei o trabalho de muitas cidades com relação a seus idosos. Joinville e o fundo de previdência do Município ganharam meu coração. O trabalho deles é incrível. Curitiba também. Isso me fez perceber o quão distante estamos de ter uma política de acolhimento e de perceber a real importância de nossos velhos.

Mas meus velhinhos, esses que me fazem amar meu trabalho, também fizeram de 2013 um ano especial. Quantas horas passamos conversando? Debatendo política, economia, família, educação? Quantas gargalhadas demos? Quantas histórias eles compartilharam comigo e quantas compartilhei com eles?

E meus velhinhos capricornianos… Seu Armindo, Seu Antônio… Tramamos uma “revolução” para exigirmos nossa festa de aniversário em janeiro! E demos deliciosas gargalhadas. Seu Armindo me disse “sou 6 dias mais novo que você… E muitos anos nos separam, me deixando mais velho” e deu uma boa risada depois disso. Ele é de 1938, eu de 1981.

Seu José, o culpado de eu estar tão debruçada, tão fascinada por tudo o que diz respeito ao envelhecimento… Ele reapareceu depois de muito tempo. Contou sobre sua vida, relembrou o velho jornal que me mostrou anos atrás, falou da melhora que teve na aposentadoria depois que pediu revisão.

A todos eles também sou grata, pois contribuem imensamente para que eu me torne uma pessoa melhor.

Minha família. Ah… família é uma coisa estranha. Em 2013 eles estiveram tão próximos que quase esqueci a distância em quilômetros que nos separa. Também os agradeço. Mas o agradecimento especial do ano vai pro meu paizinho, que fez 75 anos semana passada, e que me ligou quando soube do resultado do mestrado para dizer: “viu aquele negócio lá que você passou, como chama? aquele que você ficou em segundo lugar? Me encheu de orgulho. Milhares de parabéns, tô muito feliz”. Merece ou não o primeiro lugar do agradecimentos?

Enfim, foram muitas discussões, muitas lágrimas também. Mas foram dias e dias e dias de alegria, de descobertas, de novas amizades e de amizades antigas se renovando. Por isso, agora que já acabou eu posso dizer com toda a certeza que 2013 foi muito especial!