Eu e a cozinha

Uma das coisas que eu admiro nas pessoas é a capacidade de cozinhar bem. Tem gente que parece que tudo o que faz fica delicioso. Eu, às vezes, tenho sorte. Na maioria das vezes me contento com qualquer coisa mesmo.

Sou dessas que vive com qualquer pão com ovo. Até porque, não fosse assim eu tava lascada.

Houve um tempo em que eu tinha um álbum numa rede social chamado “experimentos” onde eu colocava as coisas que eu tentava fazer. Especialmente as que davam errado. Era um barato. Com o assalto à minha casa essas fotos se perderam, mas não a habilidade de continuar estragando as receitas. Sou muito boa nisso!

Bolinhos de polvilho que pareciam batatas inglesas cruas, pudim de chocolate que parecia bolo de barro, e bizarrices como essas ilustram minha nobre atividade na cozinha.

Dias atrás – pois também sou dessas que não desiste nunca – vi uma receita de bolinho de batata. Adoro batata, registre-se. Resolvi fazer. Segui a receita. Não dava ponto. Chamei ajuda. Resolvemos adicionar farinha, item que não constava nos ingredientes. Não resolveu. Virou uma maçaroca intragável. E assim fiquei sem batata nenhuma, com fome e ainda amarguei a derrota de um jogo de futebol que resolvi assistir. Ah, eu até descobri – um pouco tarde demais – que existe uma batata chamada asterix e que essa é a batata que deve ser usada para esse tipo de coisa e não as aguadas que usei.

Teve também o caso do quindim que, segundo uma amiga, parecia qualquer coisa, menos quindim. E, ainda, o da bolacha de maisena na qual os ingredientes em casa eram insuficientes e, portanto, a receita precisou ser adulterada. Ficou comível, mas não tanto.

Toda vez que me disponho a fazer algo fico lá pensando se vou me matar de comer ou me matar de rir depois do fiasco. Pelo menos tem esse lado bom.

Ontem foi a vez do bolo de churros. Fui super empolgada fazer o tal bolo. Receitinha na mão, tudo fácil. O bolo não cresceu mas não chega a ser um problema. Aí, parti pro recheio e cobertura. Dizia a receita: doce de leite e creme de leite (sou intolerante à lactose, mas não se esqueça: eu não desisto nunca) batidos na batedeira como se fosse um chantilly. Nunca fiz chantilly, mas achei que dava.

Coloquei as coisas na pia, comecei a bater o doce de leite. Abri a caixinha e joguei…. um líquido esquisito dentro. Ué, que creme de leite estranho. Olhei a caixa pra ver a validade e li “leite de coco”. Pronto. Mais uma receita com um toque especial. Só que não.

Desisti de cortar o bolo e fazer recheio e joguei o caldo que em absolutamente nada se parecia com um chantilly em cima do bolo. Vai dar certo!

Até que deu, mas não matou minha vontade de churros. Pra terminar pensei em salpicar canela em pó em cima, pra dar uma enganada. Ficou parecendo que o bolo caiu na terra e eu tentei limpar. Tá comível. Tá até gostosinho, mas é mais um ponto a menos nas minhas experiências culinárias.

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2 pensamentos sobre “Eu e a cozinha

  1. Eduardo disse:

    Não desista… Nunca. E nos conte sempre…

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