Notícias do ano novo

Como sabem eu tenho 06 gatos. Corrijo, 06 filhos: Boris, Pandora, Jorge, Joaquim, José Emílio e Otávio Cototo.

Boris meu velhinho de 13 anos voltou hoje do hospital em que esteve internado. Essa foi a melhor notícia que eu podia receber. Claro que ele vai precisar de MUITOS cuidados. Vários medicamentos, vitamina, ração especial, combinada com a que ele já usa, calmante.

Calmante? Sim. Pois uma das coisas que ele mais vai precisar agora é de tranquilidade para poder se recuperar plenamente. E aí, surge um enorme problema: Joaquim.

Joaquim é um gato que não sei como falar dele. Primeiro porque ele é um gato altamente carinhoso. Ele deita no colo, ele não arranha mesmo quando eu o esmago ou agarro no colo e giro com ele pela casa, ou quando pego as perninhas dele pra imitar abdominal ou quando faço qualquer coisa que somente as pessoas com síndrome de Felícia sabem o que é.  Mas Joaquim é também o gato que taca o terror nessa casa. Ele mia demais, ele corre e derruba tudo, ele quer toda a atenção pra ele. E desde que Boris voltou do internamento em maio de 2015, quando foi descoberto seu problema renal, Joaquim não se entende mais com o Pelúcio Mor.

Aí a confusão começou. Joaquim ameaça Boris. Joaquim corre atrás do Boris. Joaquim rosna pro Boris. E Boris, o velhotinho altamente sociável não faz nada a não ser correr e se esconder. Logo ele que sempre se impôs estufando o peitinho e olhando nos olhos dos outros.

A recomendação é: não deixe os dois juntos. Não permita que Joaquim estresse o Boris agora. Não…

Agora, uma pergunta. Como é que se pede a uma mãe pra escolher entre seus filhos? Posso prender Joaquim num quarto enquanto eu não estiver aqui pra cuidar deles. Mas que qualidade de vida ele teria assim? E o que faço? Prendo ele sozinho ou com o irmão José? E o que o José tem a ver com a quiçaça?

Joaquim tem que ir embora? Dizem que sim. Pelo bem do Boris. Pra que ele possa se recuperar e viver mais. E aí?

Não sou capaz de fazer essa escolha. Não sou capaz de tomar essa decisão. A cada vez que olho pra cara do meu verdinho, que ele arregala aqueles olhos espertos, que ele se esfrega em mim, que ele deita a meu lado quando vou ler, ele faz com que as coisas fiquem ainda mais difíceis.

Boris voltou pra casa e com ele a felicidade do retorno. As veterinárias deixaram um problemão pra mamãe dele. E  deixaram em minhas mãos uma escolha que não posso fazer.

 

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2 pensamentos sobre “Notícias do ano novo

  1. Cristina disse:

    Não queria ser vc, se vai dar calmante, isto ja não torna mais fácil para Boris?

    • O calmante é o calmyn cat. Não é algo assim que “uau, nossa, como ele ficou calmo”, é algo mais pra aliviar a tensão mesmo. Mas vou tentar administrar as coisas. No limite, prendo o Joaquim no quarto quando eu não estiver em casa. Dar meu filho embora é que não parece ser algo correto! 😉

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