Fevereiro de 2015

Fevereiro já acabou. Percebi chocada, pouco antes da meia noite de ontem, que ainda não tinha vindo fazer o post do mC360_2015-02-24-16-58-17-781ês. O jeito era aguardar o início de março. Só que fevereiro acabou mas vai deixar marcas fortes por aí.

Pelo menos é o que me parece, diante de tudo o que aconteceu. Em fevereiro o Estado do Paraná sofreu um duro golpe, vindo daquele que se elegeu falando que estava para cuidar do Estado e seu povo. E o golpe sofrido pelos paranaenses e todos que vivem e  trabalham no Paraná não será esquecido. A educação recebeu o pior ataque. E os professores e servidores do Estado foram às ruas. Foi lindo de ver. Eles não lutavam por melhores salários (embora seja claro que isso é necessário) lutavam por seus direitos , pelos direitos conquistados com muito esforço.

O senhor governador, resolveu dar aumentos para uma parcela de seus seguidores e para isso deveria cortar “benefícios” dos servidores de carreira. Exemplos do que o governador quer tirar dos servidores são  o quinquênio – adicional recebido a cada 5 anos de efetivo exercício -, o auxílio transporte, e, pasmem, a previdência! Sim, ele resolveu pegar o dinheiro das contribuições (que fica guardado para as futuras aposentadorias) e usar para cobrir o rombo que ele mesmo criou. Fácil assim.

Não bastasse isso, os caminhoneiros de todo o país resolveram parar. Parar para chamar a atenção, para que pudéssemos saber das agruras da vida que levam, do preço abusivo dos combustíveis, do valor que recebem pelo frete.

Enquanto uns viam o caos instalado (e gritavam coisas absurdas e medonhas por aí) eu via a beleza do poder da união. Torcia para que nem os servidores do Estado do Paraná e nem os caminhoneiros saíssem de seus postos. Para que aguentassem firmes. E não estive sozinha. Muita gente apoiou e apoia os movimentos destes trabalhadores.

As escolas e universidades sem aulas e sem condições de funcionar. De um lado os servidores reivindicam a manutenção de seus direitos e de outro que o Estado mantenha as condições de trabalho (contratação de servidores, repasse das verbas de manutenção predial etc). Nos mercados e postos de gasolina (entre outros lugares) já é possível ver o reflexo da greve dos caminhoneiros: algumas coisas começaram a faltar.

Pena que ainda não reconhecemos os direitos destes trabalhadores. Pena que a justiça teime em ser injusta e aceite decretar multas para os grevistas e a ilegalidade dos movimentos.

Fevereiro pegou fogo e mostrou que não estamos para brincadeira. Estou muito orgulhosa de todos os que estão acampados, passando por situações bem difíceis, mas firmes na luta pelos seus direitos, pelos nossos direitos.

 

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