Desnudar

Eu adoro mudar. Parece que uma vida nova começa. Só que nesse processo há também o lado doloroso.C360_2015-01-15-20-30-30-016

Deixar aquele canto, as pessoas próximas, o seu cheiro e o jeito de arrumar tudo naquele lugar que será abandonado.

Arrumo minha caixas há algum tempo, pra facilitar o processo final, para tornar real a mudança, pra acalentar o coração. Porém, durante essa arrumação, sinto o coração partir.

Foram anos para deixar tudo colorido e com a minha cara, com jeito de minha casa, de casa minha. E em tão pouco tempo tudo perde a cor, a cara, a alegria. As paredes vão sendo desnudadas.

Olhar para os lados e não ver a construção de anos, não ver mais tudo aquilo que fazia com que esta casa fosse casa minha, dói. Entristece. E essa dor só poderá ser amenizada, esquecida, talvez, quando uma nova casa estiver tão minha cara quanto a antiga. E isso pode demorar.

O que se carrega, então, são as boas lembranças, a sensação de recomeço, de um passo adiante.

Eu adoro mudar e sei que toda mudança é dolorosa. Mas dizem por aí que da dor surgem pérolas. Eu acredito nisso.

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