Da paciência e outras coisas

Eu gosto de ficar sozinha. Gosto de ter o tempo só pra mim, de escolher o que vou fazer, de ouvir o meu silêncio e o ronron de meus gatos, de folhear um livro sem me preocupar com mais nada.

Para conviver com outras pessoas é preciso exercitar a paciência, a arte de ceder, a arte de fazer ouvidos moucos. É preciso aprender a arte de relevar, de ignorar.

Conviver com outras pessoas é também a arte de se aprender. Se conhecer, se estudar, se voltar para si mesmo.

Em um tempo em que disputas, guerras, inimizades começam a partir de um desacordo sobre um ponto de vista, ignorar o que irrita, magoa, machuca e mata a alma é uma declaração ferrenha de paz, quiçá de amor, embora não seja válido para todas as situações.

Não sou de maneira alguma especialista nisso. Gosto de brigar. De defender meu ponto de vista, de apresentar minhas convicções, meus sonhos. E de maneira alguma espero que com isso eu consiga “converter” alguém. Faço pois tenho medo de perder minhas ideias dentro de mim.

No entanto, hoje, com o caminhar do tempo, percebo que na maioria das vezes o desgaste é imenso para todos os lados. E não tem mais valido à pena expor ideias, sonhos, sentimentos. Recolho-me em mim, abraço minhas memórias e aprecio meu silêncio. Ouço o som de minha respiração e observo meus sonhos flutuarem, brincando em minha frente. Recolho minhas lágrimas e me reforço. Tento.

O processo de se aprender não é fácil. Costuma doer. Mas prometem que depois da tempestade vem o arco-íris. E eu adoro cores.

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