Grito silencioso

Eu escrevo porque falar nem sempre dá certo.

Desert

Escrevo porque nem sempre me sobra força para chorar.

Escrevo porque antes de mais nada, posso registrar um momento ímpar que por algum motivo merece ficar para sempre. Pode ter sido um momento feliz, um momento de dor, um momento de êxtase, um momento de tristeza, um momento em que me senti a maior e melhor pessoa do mundo. O que eu não tenho condições de julgar, muitas vezes, é quando esse momento vai me ensinar algo que eu devo reter, o que vai me ensinar, o que eu devo aprender.

Assim, eu escrevo. Escrevo e gravo. Sim, algumas vezes eu gravo. Gravo minha voz esganiçada, gravo um apelo, gravo uma memória, gravo um momento que dura um segundo, ou pouco mais, mas que significa tudo o que por algum motivo fica retido em mim, num grito silencioso, que espera um dia poder sair.

Meus gritos, lamentos, sufocam no travesseiro. Minhas gargalhadas se espalham no vento. E ainda não descobri se é possível encontrar um equilíbrio. Pois a linha entre a sanidade e a loucura é tênue demais, e não sei de que lado me encontro quando, nas noites em que olho para mim, vejo uma menina perdida com olhos cansados e tristes demais, no longo deserto da vida, à espera não sei de quê.

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