Dia a dia de mãe

Ontem deitei tarde, depois de horas de pesquisa e leitura para o novo artigo. No entanto, em minha cabeça já se desenhava o novo texto para hoje, não para a academia, mas para todas as mães. Mães como a minha, guerreira, forte, que enfrentam o mundo para que seus filhos alcancem seus sonhos. Mães, como a minha, que muitas vezes deixam de lado seus próprios desejos para, ao lado de seus filhos lutar a luta deles, pela simples alegria de vê-los vencer. Por que essas mães sabem que a vitória de um filho é a vitória delas também.

Minha mãe, mesmo que eu diga que não é preciso, aparece seja lá com o que for, assim como quem não quer nada, e tira de minhas costas um peso que ela crê que está mais bem preparada para carregar. Ela também me liga inúmeras vezes para confirmar se estou bem, se estou comendo direito, se consegui o livro que precisava, se a publicação de um artigo deu certo. E se deu, vibra mais que eu; se não deu, não demonstra a dor, ao contrário, é forte e me segura em seus braços e com palavras de apoio me diz que da próxima vai dar tudo certo.
E foi pensando nessas coisas, nessas mães que como a minha, passam a vida toda cuidando de seus filhos e os amando incondicionalmente, que estava eu montando um texto, em minha cabeça, antes de dormir.
Acontece que eu também sou mãe. Mãe louca, mãe apaixonada, mãe dedicada, mãe coruja, enfim, de 5 gatos. Pois é.
Minha mãe teve uma noite gostosa de sono. Eu sei. Já eu, não. Meus filhos resolveram passar a noite se estranhando, rosnando e pulando na minha cabeça. Me acordaram inúmeras vezes, me arranharam, miaram. E eu levantava, acendia a luz, conversava com eles e implorava “façam as pazes e deixem a mamãe dormir”. Não deu certo.
Minha mãe se preocupava e se estressava quando meu irmão mais novo e eu brigávamos. Acabávamos apanhando se as coisas não entravam nos eixos. Mas as coisas sempre davam certo. Irmãos têm essa coisa de cumplicidade, até contra a mãe. Até porque minha mãe quando fica irritada fica com os olhos bem verdes! É lindo de ver!
Eu não. Não fui agraciada com o verde dos olhos dela. E quando fico brava, fico só com cara de brava mesmo.
Com cara de brava e estressada por ter esquecido o meu texto tão lindo para a minha mãe e todas as mães que conheço e que, de certa forma, adotei para mim.

Quando saí de casa, mais de dez anos atrás, acabei adotando as mães que encontrei no caminho. E faço isso ainda hoje. Porque mãe é uma coisa gostosa demais para se ficar longe.
Mas hoje, essa mãe “felina” cansada, está brava, com a cara fechada. Cansada, com sono e esquecida das palavras.
Só um sentimento reina. Dois, para ser sincera. A saudade da minha mãe, que mora um pouco longe. E o amor. Imenso amor por minha mãe. E pelos meus filhos que fazem do meu dia a dia de mãe um caos. E me fazem, cada vez mais, pensar no sacrifício que minha mãe fez – e faz – para que eu esteja aqui e seja quem sou.

Mães, todas vocês são ESPECIAIS. Em todos os dias do ano! Parabéns! A gente não conseguiria sem vocês!

*Publicado originalmente em minha página do Facebook.

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