Fazendo falta

Há alguns anos me perguntaram se eu era feliz.
Naquele tempo eu ainda não sabia. Mas também não pude dar esta resposta. As pessoas se sentem mal se você não alega ser feliz.
Para mim a felicidade parece ser mais coisa de momento. É mais estar do que ser. Mas conheço gente que se diz feliz. Sendo feliz, sempre.
E dizem que ter saúde, casa, família, amigos é ser feliz. Pensando deste modo – e eu não penso – não haveria quase nenhuma infelicidade no mundo.
No entanto, as pessoas parecem contentes, satisfeitas, acomodadas. Não me parecem felizes; não plenamente. Mas não posso falar pelos outros. Cada um, afinal, já diz a canção, sabe a dor e a delícia de ser o que é.
Não é que eu seja a pessoa mais infeliz do mundo, mas confesso que quando imaginava meu futuro, não o via da forma como é hoje, não imaginava sentir o que sinto. E sei que boa parte do que vivo é por conta dos caminhos que escolhi. Não é culpa de outras pessoas. No máximo os outros podem complicar um pouco, ou não colaborar com isso ou aquilo. Mas temos a obrigação de não permitir que nos façam infelizes.
Então o que falta?
Falta algo dentro de mim. Falta algo que talvez exista, talvez não seja coisa de livro. Falta aquela vontade louca de viver todo dia, de se alegrar com o canto dos pássaros, com o vento no cabelo, com uma música que toca quando você passa e te faz lembrar dos bons tempos.
Ou pode ser que algumas pessoas passem a vida numa busca sem fim por esta tal felicidade.
Tem dias em que eu não sinto, mas em alguns outros a felicidade faz uma grande falta.
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