Diagnóstico

Não sei mais o que é viver sem dor. Todos os dias sinto como se algo surgisse ou uma velha dor se agravasse. Tarefas simples me parecem um suplício. Meus pés doem tanto que mal consigo pisar no chão sem fazer cara feia. As costas, tanto, que fica difícil dormir. Após o banho não consigo manter a toalha nos cabelos porque minha nuca dói demais. Até para escrever – que é uma das minhas grandes paixões – passo pela dor nos braços. É como se fosse uma menina de 17 anos no corpo de uma senhora de 103.
A única coisa que parece não se desfazer é o espírito, que parece mais jovem e animado a cada dia.
É claro que penso em procurar um médico, mas as necessidades do dia a dia são tantas que acabo deixando isso sempre pra depois.
Talvez seja o stress. Talvez seja apenas o corpo externalizando a dor da alma.
A dor dos sonhos não realizados, das escolhas que antes de desejar, preciso fazer. Dor dos planos que me obrigo a deixar de lado.
Talvez seja algo mais. Algo que a teimosia e os prazos a cumprir não desejem que se descubra.
Ou talvez seja apenas o cansaço. O cansaço de uma longa jornada vivida num tempo curto demais.
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