Comentaristas

Que uma das minhas paixões é escrever metade do mundo – pelo menos do meu mundo – já está ciente. Mas o que acontece depois da postagam poucas pessoas sabem, se é que fora eu, alguém já saiba.
No princípio pensei, bom mesmo que ninguém leia, eu tô fazendo uma coisa que gosto; mas não era bem a verdade. Deve ser como ter um filho que ninguém nunca diz que é bonito ou inteligente ou qualquer coisa que agrade à mãe. Aprendi isso quando escrevi meu primeiro livro, lá na distante 1ª série, em 1988, aos sete anos. Chamava-se “Fofo, o pintinho”.
Como o cérebro guarda certas coisas e outras descarta ainda é minha grande dúvida, até porque não tenho muita paciência para esse tipo de pesquisa, correr atrás das últimas novidades científicas e tal, talvez por isso não tenha tido vontade de ser jornalista: minha curiosidade é muito “limitada”. Usarei limitada para não ficar me estendendo sobre o que não é o assunto deste post. O que importa é que a professora mandou escrever um livro e todos escrevemos, cada um o seu. Na hora de entegar o trabalho meu medo era: ” será que vou ganhar uma estrela?” Porque naquela época o legal era ter uma estrela de papel brilhante recebida pelo bom trabalho, pelo caderno bem cuidado etc.
Quero dizer que desde essa época, meus textos, trabalhos, seminários, monografia etc, são como meus filhos, que eu gostaria que alguém dissesse alguma coisa sobre ele – boa de preferência – mesmo sendo uma represália, mas que me fizesse ver a coisa por outro lado, como a professora que diz:”teu filho tem piolho” e que te leva a cuidar da cabeça do pestiadinho, com todo amor e carinho e uma pitada de culpa por não ter notado antes.
Então, passaram-se os anos, e mais que escrever para meus amigos no msn e depois salvar as conversas porque via ali base para textos que eu sonhava escrever, mais do que meus cadernos de desabafo onde eu punha minhas agonias e minha felicidades e que eu também julgava poder melhorá-las para transformar em textos de verdade, eu resolvi escrever no meu blog.
Lá no começo eu percebi que aquele pensamento de que era só para mim e o que viesse era lucro – e que já disse não era tão verdade – era uma realidade. Aparentemente a única pessoa que sabia que ele existia era eu. Perdida no meu mundo de letras, teclas, canetas e madrugadas que sempre julgo criativas, esperava qualquer comentário sobre “meus filhos”. Um dia veio um comentário. Que lindo. Não dizia que era lindo, não dizia que era perfeito. Dizia o que o comentarista pensava, o que acreditava, independente do que eu havia escrito. E eu aprendi que saber que existem essas pessoas que têm esse trabalho, de ler, de comentar, de se expressar são a riqueza recebida pelo trabalho. São por elas que vale à pena escrever.
Então, meus sinceros agradecimentos a meus comentaristas que enriquecem minhas idéias e me deixam com vontade de dizer: “peraí, como assim???? posso me explicar?” hahahhahahaha.
Escrever, ainda que para uma única pessoa comentar, para que essa única pessoa escreva uma única linha… não há palavras para explicar.
Quanto à arvore? Continua me olhando pela janela, mas não me inspirou como os que comentaram aqui…

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