A falta de um sol

Nunca pensei que realmente sentiria falta de um dia ensolarado como senti nos últimos meses! Essa “coisa” de sair para tomar sol sempre me pareceu desnecessária, a menos que estivesse no meio de um gostoso inverno. Isso me faz lembrar o quanto estações bem definidas me são importantes!!
Passei os últimos anos numa cidade onde se pode dizer que as estações acontecem quando têm que acontecer, mas de repente, a necessidade de uma mudança se fez extremamente importante. Sem pensar muito juntei minhas malas (meu PC e o Guismo não poderiam deixar de me acompanhar) e me mudei. Ao chegar na capital do Paraná, a primeira impressão foi a de que um dia nublado era tudo o que eu precisava para botar as idéias em dia, sentar, acender um cigarro e voltar a escrever.
Não foi o que aconteceu. Os dias nublados eram uma constante, e minha vontade de sentar e escrever se transformou num desejo intenso de acordar e ver o sol aquecendo meu rosto, enquanto eu fumava meu cigarro num banquinho qualquer.
O uso constante de roupas de inverno me dava a eterna impressão de sufocamento. Aquela mesma que sinto ao ficar muito tempo num elevador.
Dia após dia, num período de três meses, ansiei acordar com o forte sol que já brilhava do outro lado do estado.
Declarada amante do inverno, me vi diante da espera incessante pelo dia quente.
Quando estava eu novamente de malas prontas, mas desta vez rumo ao oeste do estado, mais precisamente rumo à pequena Cruzeiro do Oeste, o sol resolveu me presentear com uma bela despedida. E o dia 06/12/2008 foi um dia ensolarado, quente.
Depois de tantos dias nublados, onde o sol apenas mandava um breve recado de que ainda brilhava no céu, aquele sábado brindou minha estadia em Curitiba.
O que restou? A forte lembrança de dias lindos, cinzas, com ventos fortes e garoa fina. E, obviamente, um novo sentimento: o agradecimento pelo sol quente.
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2 pensamentos sobre “A falta de um sol

  1. Waldir disse:

    Poxa eu ja me mudei mtas vezes e sei como é f. ter que se adaptar ao novo lugar…bacana percepção de que nem tudo é realmente tão ruim…

  2. pubby disse:

    …também me senti assim em Curitiba…adorei sua crônica, acompanharei periodicamente suas atualizações… muito bom!!!!Inclusive gostaria de saber se seu livro já está concluido? Como faço para adquirir um exemplar???

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